Me ensaboas e me delicio com tuas mãos,
paro a te observar passar o sabonete
na bucha macia,
lentamente,
me olhando, antecedendo o que vais fazer.
Começas pelo meu pescoço, anelando-o,
me tirando suspiros irreconhecíveis.
desces para meu colo vagarosamente,
onde abaixo,
meus mamilos se retesam esperando.
Não tardas a abocanhar no lugar da bucha.
gritos de prazer me sobem a garganta,
com tua língua gulosa sugando,
como criança na primeira mamada.
desces mais um pouco,
parando a examinar meu umbigo,
onde tateias devagar,
me fazendo quase gozar sem poder esperar.

Me contenho, espero o teu descer,
Ao lugar de minha sensibilidade mais profunda,
Onde como a orar faz reverência,
Num vai e vem enlouquecedor.
Ensaboas por dentro e por fora,
Meus lábios retesos,
Intumescidos de prazer,
Me tirando agora gritos
Que não consigo conter.
Já não sei mais nada,
O que sou,
De onde vim,
Nem prá onde vou.
Sou argila em tuas mãos,
Que me fica a moldar,
E eu como gata no cio,
Me enrosco em ti,
Tonta de puro prazer.
Ah... amado...
Mais uma vez fui feliz em meus sonhos,
A beleza de um sonhar contigo,
O imaginar a quinta parte,
Do que poderias fazer comigo.
